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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Assembléia dos Professores Resulta-se em Confusão

Em Assembléia realizada nesta terça-feira, dia 23 de setembro, ficou declarado que a greve continua com tempo indeterminado.

Em toda a Assembléia houve algumas discussões, até porque tinham vários alunos participando, e alugns professores estavam reclamando que os estudantes votaram, o que é destinado somente aos profissionais. Com isso houve uma votação se eles realizariam a próxima assembléia fechado para professores ou aberta ao público. A vontade geral foi aberta ao público.

Os alunos quiseram pronunciar na mesa e não puderam, então ficaram em protesto ao lado da mesa com cartazes escrito "Alunos querem falar. Total apoio à luta justa dos professores."


Na foto, os estudantes fizeram cartazes escrito "Alunos querem falar. Total apoio à luta justa dos professores."

Depois da Assembléia, eles não seguiram em manifestação como foi realizado nas três últimas, mas tentaram ocupar a Assembléia Legislativa, porém foram impedidos pelos seguranças. Cerca de 500 professores lotaram o acesso para a Assembléia, e começaram a gritar, manifestar, querendo entrar no local que tinha como nome "Galeria Popular". Mas os seguranças barraram na única porta de acesso, e começou a confusão. A diretoria do Sind-Ute entrou na Assembléia com a intenção de negociar a ocupação, e os professores ficaram impacientes. Um vidro foi quebrado, depois de muito empurrarem uns aos outros na tentativa de pressionarem os seguranças, começou então a confusão, briga, e os seguranças não deixaram entrar. Mulheres foram agredidas, professores partiram para cima dos seguranças, e no desenrolar da briga generalizada vários vidros foram quebrados e o Choque da Polícia Militar interveio na briga jogando bombas de gás lacrimogênio nos manifestantes, batendo, impondo à força.


Professores indo em direção à entrada da Galeria Popular


Começou pacificamente, mas os trabalhadores junto com alunos não tiveram paciência


Começou a confusão,


que durou por cerca de 20 minutos, até o Choque da Polícia Militar intervir


Fotos por: Emerson

Os professores saíram da confusão, e logo depois de poucos segundos voltaram e manifestaram contra o Choque pela opressão.
"ali está escrito Galeria Popular para que? Para quem? Isso é opressão, onde estão os direitos de manifestação? Polícia opressora, que não cumpre a lei, a Constituição!" disse um professor revoltado com a atuação dos seguranças.

Veja o vídeo:


Imagens por: Emerson


Um menor de idade foi severamente agredido pelos seguranças
"eu vi que o segurança sem terno, moreno estava 'torcendo' o braço da senhora, e tentei intervir, tentei de tudo, fui pra cima, empurrei, dei soco no braço dele, até que ele soltou a mulher e veio para cima de mim, ele e mais os outros, dois me seguraram e me chutaram e socaram a barriga" Disse o estudante.

Tive uma breve conversa com o segurança, e perguntei:

- Por que barraram? Aqui é uma galeria popular.
- ... Não sei.

E o outro disse "estamos somente recebendo ordens".

A Polícia Militar não quis se pronunicar.

Depois da confusão, o Choque manteve no local e város professores decidiram dormir no pátio da Assembléia em forma manifestação.

A direção da Sind-Ute pronunciou que alguns baderneiros infiltraram na tentativa de ocupação do prédio. Um estudante que foi chamado de 'rebelde sem causa' diz:
"eu não acredito que, eles vendo que nós, estudantes, estamos apoiando a luta deles, ainda vem dizer que somos baderneiros e 'que queremos pegar carona para sair na foto' (foi o que uma professora disse). Eu me senti ofendido, porém estou lá para apoiar quem é professor mesmo que tem caráter, e também defendendo meus objetivos. Não somos baderneiros, se houve a ação na tentativa de ocupar a Assembléia, os alunos ajudaram e muito. Mas sabemos que a opressão policial foi mais forte."

Uma estudante ainda reforçou seu direito baseando-se na lei brasileira:

Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.

Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:

I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;

II - opinião e expressão;

III - crença e culto religioso;

IV - brincar, praticar esportes e divertir-se;

V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;

VI - participar da vida política, na forma da lei

Não consegui falar com a Maria Inêz Camargos, coordenadora geral do Sind-UTE.

Então, está marcado para dia 26 de setembro, sexta-feira, às 15:00 outra Assembléia, aberta ao público.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mais Um Capítulo - Greve dos Professores de Minas

A GREVE CONTINUA POR TEMPO INDETERMINADO.

Foi votado pela quarta Assembléia dos Professores realizada nesse dia 16 de setembro de 2008 que a greve em Minas Gerais dos profissionais de educação estadual continua com tempo indeterminado.
Em meio à clima instável com riscos de chuva, mais de 900 professores estiveram presentes na Assembléia para colocarem as pautas de sexta-feira que foram debatidas com o governo e mais votações sobre o futuro do movimento.
Os trabalhadores realizaram na última semana atos e manifestações em todo o Estado.
"As ações dialogaram com a sociedade sobre a greve por tempo indeterminado, a realidade da educação em Minas e denunciaram os ataques, perseguições e a forma ditatorial com a qual o governo vem tratando os (as) trabalhadores (as) em educação." Em carta da Sind-UTE - A Luta Continua!
Houveram ações também fora de Belo Horizonte. Trabalhadores(as) interromperam o trânsito na BR 381, a altura de Betim/MG, por cerca de 1h30min, no dia 11 de setembro. A passeata, que ocupou duas das três pistas da BR, saiu da Praça Milton Campos, em Belo Horizonte, e seguiu até o kim 591 sentido Minas/São Paulo, retornando para o ponto de partida. Na altura do km 496, a categoria realizou um rápido ato e deixaram um recado para o governo do Estado: "a greve continua! E a pressão dos(as) trabalhadores(as) da rede estadual de ensino continuará até que o governo negocie de fato com a categoria"
Em Prata (região do Triângulo) também aconteceu, na quinta-feira, interruplão do trânsito na BR 153, km 112, por cerca de 1 hora, resultando em engarrafamento de mais de 10 km. O objetivo foi denunciar as propagandas enganosas do governo mineiro.
Houve também a chamada caça ao governo em Januária, Janaúba, Ipatinga e Uberaba, onde foram realizadas ações de mobilização em atividades em que representantes do governo Aécio estiveram presentes, com opressão policial na maioria dos casos.
Foi declarado na Assembléia que acontecerá outra Assembléia dia 23 de setembro, terça-feira, no mesmo horário, 15:00 horas.




Após a Assembléia, por volta das 19:00 horas os professores seguiram em manifestação em direção à Praça Sete, onde pararam o trânsito por cerca de 5 minutos, e acabaram as ações.



Fotos por: Emanuel

Veja um breve vídeo da Manifestação


A greve continua!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A Greve Continua Por Tempo Indeterminado

Então, em Assembléia no pátio da Assembléia Legislativa, cerca de 600 professores estaduais de Minas Gerais votam e declaram que a greve continua por tempo indeterminado.
Por volta das 15:30 horas a Assembléia foi iniciada, com declarações da organização da Sind-UTE sobre a reunião realizada no dia 8 de setembro. As pautas foram ditas, em relação à greve, o piso, marcação de uma reunião com o governo, etc., e lembranças das atitudes de 2004 com relação à reação governamental.



As declarações da greve colocadas em pauta:
• Continuidade da greve;
• Assembléia Estadual, no dia 16 de setembro, às 15 horas, no pátio da Assembléia Legislativa;
• Solicitar às diversas Centrais Sidicais e sindicatos aliados contribuição para viabilizar a divulgação de matéria paga na TV, denunciando o governo Aécio Neves;
• Caça ao governo: as subsedes devem organizar e promover ações de mobilização quando o governo estiver em atividades públicas na região;
• Moção de repúdio a PM de Monte Carmelo;
• Produção de lambe-lambe denunciando as políticas neoliberais do governo mineiro.

Foi dito na Assembléia, que Aécio declarou que, com os profissionais em greve, não irá escutá-los em reunião para debaterem sobre as reivindicações dos professores. Com estas pautas, ficou explícito que os grevistas continuarão em greve e irão caçar o governador. "Caçaremos o governo de Minas Gerais aonde ele for, como for, e independentemente quem for o representante", declarado na Assembléia.

Foi confirmado também que a está marcada uma audiência sexta-feira, dia 12 de setembro, com a Secretaria de Estado da Educação (SEE), "sendo que exigimos a participação da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) e que o posicionamento do governo seja apresentado por escrito", em carta da Sind-UTE (Deliberações do Comando de Greve Estadual para apreciação da Assembléia Estadual - 03 de setembro de 2008 ).

Após a Assembléia, as 600 pessoas que estavam presentes novamente seguiram em manifestação até o Palácio da Liberdade, e lá mesmo foram finalizados os atos do dia.




Fotos da manifestação por: Emerson

Então, está marcada outra Assembléia Estadual no dia 16 de setembro, às 15 horas, no pátio da Assembléia Legislativa, sendo que este mesmo dia, 16 de setembro, foi declarado nas primeiras reuniões ser o dia nacional da luta pelo Piso Salarial, então, todas as escolas, sendo elas estaduais e municipais, do Brasil inteiro, entrarão em paralização.

"A Greve continua e cresce a cada dia!" - Sind-UTE

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A Greve das Escolas Estaduais Mineiras Continua

Segundo o site da Sind-UTE (http://www.sindutemg.org.br/), está confirmado que dia 9 de setembro haverá outra Assembléia no pátio da Assembléia Legislativa, às 15:00 horas.

Segue um arquivo em fomato PDF com o flyer da greve.

http://www.sindutemg.org.br/docs/fiquepordentro/assemb09set2008.pdf

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Greve dos Professores de Escolas Estaduais de Minas Gerais

Greve nas escolas públicas de Minas Gerais! Com o lema: O Piso é lei. Faça Valer!

Desde o dia 29 de agosto, a imensa maioria dos professores da educação estadual de Minas Gerais estão em greve devido ao péssimo salário que recebem e más condições de trabalho, de escolas com situação precária até violência, tráfico de drogas.
Neste mês foi promulgada a lei de número 11.738/08 que declara a quantia de R$950,00 como salário para profissionais do magistério da educação básica. Por piso salarial se entende como o valor mínimo a ser pago aos então profissionais de tal profissão. Porém, em Minas Gerais, o governador Aécio Neves (PSDB) entrou na Justiça para que o salário do professor continue como está, pouco mais de 600 reais, apenas dois salários mínimos.
Com isso, os professores, organizados pelo SindUTE-MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), e CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) declararam greve com tempo indeterminado, tendo como as principais reivindicações:
- Aplicação imediata do Piso Salarial Nacional: seguindo os seguintes critérios: R$ 950,00 para o valor do vencimento básico e manutenção de todas as vantagens incididas nesse valor e para uma jornada de trabalho de 24h semanais, definindo data base com reajustes anuais;
- revogação imediata do decreto que institui a gratificação/prêmio por produtividade, "Não queremos o abono, mas sim reajuste salarial" (em carta da MEP - Movimento pela Educação Popular - Fortalecer a luta classista e combativa! A Greve continua e avança);
- pagamento integral do auxílio transporte;
- Melhorias efetivas no IPSEMG e melhores condições de trabalho.

Membro da executiva nacional da CUT e diretor do Sind-UTE, José Celestino Lourenço (Tino), denunciou que "Aécio implementou por decreto um piso que é na realidade um teto, de R$ 850,00, composto por gratificações e abonos, o que contraria a Lei do Piso Nacional".

"Defendemos a continuidade da greve por tempo indeterminado contra a intransigência do governo e por respostas concretas a nossa pauta de reivindicações e apontamos a necessidade de se aumentar às ações de pressão, intensificando as mobilizações e organizando atos mais massivos como grandes passeatas e ocupações de prédios públicos", em carta da MEP - Movimento pela Educação Popular - Fortalecer a luta classista e combativa! A Greve continua e avança.

Desde o primeiro dia de greve até hoje, dia 4 de setembro, a organização dos professores se firmou cada vez mais, para que, nesse dia, realizasse uma grande manifestação.
Os professores, com o apoio estudantil (AMES-BH e UJR), por volta das 15 horas, realizaram uma Assembléia no pátio da Camara dos Deputados, onde foi a concentração dos manifestantes para esclarecerem todas as reivindicações, dúvidas, etc. E, em torno das 16:30 horas saíram em manifestação, contando com mais de 1.200 pessoas (dados incertos), com a polícia militar seguindo ao mesmo passo, fechando uma rua e/ou uma mão de cada avenida que passava. A direção era o Palácio da Liberdade: sede do governo mineiro. Ao chegar no local, cercaram a frente do palácio com velas no chão, e os gritos eram de intenso protesto contra o governador mineiro Aécio Neves, suas políticas educacionais e a manipulação da mídia ao seu lado.
Aparitir daí, os manifestantes continuaram até o centro da cidade, na Praça Sete, onde houve a despedida e últimas confirmações.
Segundo a assessoria de imprensa do governo, a greve é parcial e o estado está aberto para negociações. Uma reunião com a categoria está agendada para a próxima segunda-feira.
Não se sabe onde estava o governador de Minas.


Foto da concentração dos professores no pátio da Assembléia Legislativa


Uma indignação dos professores é a manipulação da mídia para seu lado.

Fotos por: SindUTE-MG

No dia 9 de setembro, terça-feira, haverá outra reunião no pátio da Assembléia Legislativa, para organizarem outra manifestação.

Campanha Nacional pela Implementação do Piso
O Conselho Nacional de Entidades (CNE) da CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, em reunião dia 22/08, aprovou um calendário de atividades para ser encaminhado em todo o país pelas afiliadas nos estados e municípios, com o lema: O Piso é lei. Faça Valer!
Apartir de setembro, todo o dia 16 será de atividades em defesa do piso.

Calendário
16 de setembro -
Dia nacional de paralisação com atividades nos estados envolvendo educadores (as) das redes estaduais e municipais.
16 de outubro - Realização de atividades vinculando o dia do professor (a) e dia do funcionário público.
16 de novembro - Panfletagem em férias e demais espaços públicos.
16 de dezembro - Mobilizações a serem definidas nos estados.

Para contato com a SindUTE-MG,
www.sindutemg.org.br
Rua Ipiranga, 80 - Floresta/BH - Fone: 31 3481-2020 - Fax: 31 3181-2449
comunicacao@sindutemg.org.br